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Domingo, 15 Dezembro 2013 16:16

Nelson Mandela é sepultado em aldeia natal

Nelson Mandela foi enterrado neste domingo na aldeia de Qunu, no sudeste da África do Sul. O ex-presidente sul-africano foi sepultado em estrita intimidade, acompanhado unicamente por sua família, seus amigos mais próximos e alguns convidados, informou a agência de notícias local Sapa.
O ganhador do Nobel da Paz, que ficou preso durante o Apartheid por 27 anos, antes de emergir para pregar o perdão e a reconciliação no país, foi colocado para descansar na casa de seus ancestrais em Qunu, em uma despedida que misturou pompa militar e os ritos tradicionais de seu clã Xhosa abaThembu.
O enterro aconteceu após a conclusão do funeral de Estado em uma grande tenda branca construída pelo governo no sítio da família, quando o caixão de Mandela, coberto com uma bandeira sul-africana, foi portado em procissão por militares brancos e negros, em mais um exemplo do resultado de seu combate à segregação racial.
Os militares o conduziram para uma encosta de uma pequena colina situada no sítio de Mandela, nas mesmas terras nas quais passou sua infância, e o lugar que sempre considerou seu lar. Ali aguardava com tristeza sua família, liderada por sua viúva, Graça Machel, e sua ex-esposa Winnie Mandela, para dar seu verdadeiro último adeus.
Enquanto seu caixão era abaixado para a sepultura, três helicópteros militares sobrevoavam o cemitério balançando a bandeira sul-africana, rememorando a posse de Mandela como primeiro presidente negro da África do Sul há quase duas décadas. Uma bateria de canhões disparou uma salva de 21 tiros, que ecoaram pelas colinas do Cabo Oriental, antes de cinco caças voarem baixo e em formação sobre o vale.
Published in Atualidade
A presidente Dilma Rousseff viajará  na segunda-feira, 9 de dezembro para a África do Sul – a fim de participar das homenagens a Nelson Mandela – acompanhada dos ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, informou no sábado, 7, o porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, segundo o Blog do Planalto.
Segundo o blog, os ex-presidentes foram convidados por Dilma, e a comitiva presidencial partirá do Rio de Janeiro.
Na sexta-feira, o Palácio do Planalto informou que a presidente tinha antecipado a viagem África do dia 14 para a próxima terça-feira, 10, porque governo sul-africano enviou circular a todas as embaixadas com sede no país informando que esse é o dia reservado aos chefes de Estado. O enterro do líder sul-africano está marcado para dia 15.

Dilma decretou na sexta luto oficial de sete dias no Brasil pela morte de Mandela. Na quinta, dia em que Mandela morreu, Dilma divulgou nota de pesar e afirmou que governo e povo brasileiro “se inclinam diante da memória de Mandela”. A presidente destacou ainda a luta do líder sul-africano contra o apartheid.
“Personalidade maior do século XX, Mandela conduziu com paixão e inteligência um dos mais importantes processos de emancipação do ser humano da história contemporânea – o fim do apartheid na África do Sul”, disse a presidente no comunicado.

Published in Brasil
Quinta, 05 Dezembro 2013 21:49

Morre Nelson Mandela

O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, 95, morreu na quinta-feira, 5, em sua residência, em Johannesburgo. Mandela vivia em Johannesburgo com a mulher Graça Machel.
Mandela foi o maior símbolo de combate ao regime de segregação racial conhecido como apartheid, que foi oficializado em 1948 na África do Sul e negava aos negros que são maioria da população, mestiços e asiáticos direitos políticos, sociais e econômicos.
A luta contra a discriminação no país o levou a ficar 27 anos preso, acusado de traição, sabotagem e conspiração contra o governo em 1963. Condenado à prisão perpétua, Mandela foi libertado em 11 de fevereiro de 1990, aos 72 anos. Durante sua saída, o líder foi ovacionado por uma multidão que o aguardava do lado de fora do presídio.
Em 1993, Nelson Mandela recebeu o prêmio Nobel da Paz por sua luta contra o regime do apartheid. Na ocasião, ele dividiu o prêmio com Frederik de Klerk, ex-presidente da África do Sul que iniciou o término do regime segregacionista e o libertou da prisão.
Um ano depois, em 1994, Mandela foi eleito presidente da África do Sul, após a convocação das primeiras eleições democráticas multirraciais no país. Sua vitória pôs fim a três séculos e meio de dominação da minoria branca na nação africana.
Ao tomar posse, o líder negro adotou um tom de reconciliação e superação das diferenças. Um exemplo disso foi a realização da Copa Mundial de Rúgbi, em 1995, no país. O esporte era uma herança do período colonial e, por isso, boicotado pelos negros, por representar o governo dos brancos.
Nos dois anos seguintes, a Constituição definitiva e o processo de transição foram concluídos. Entre os anos de 1996 e 1998, o arcebispo Desmond Tutu liderou a Comissão de Verdade e Reconciliação para apurar crimes cometidos durante o apartheid, e foram abertos processos judiciais para pagamentos de indenizações às vítimas do regime.
Mandela deixou a presidência em 1999 e passou a se dedicar a campanhas para diminuir os casos de Aids na África do Sul, emprestando seu prestígio para arrecadar fundos para o combate à doença.
Durante a Copa do Mundo de 2010, realizada na África do Sul, Mandela compareceu apenas ao encerramento da Copa, devido à morte de sua bisneta Zenani Mandela, em um acidente de carro logo depois da festa de abertura.
Mandela era filho do conselheiro do chefe máximo do vilarejo de Qunu, localizado na atual província do Cabo Oriental, onde nasceu, a 18 de julho de 1918. Aos sete anos, tornou-se o primeiro membro da família a frequentar a escola, onde lhe foi dado o nome inglês "Nelson". Aos 16 anos, seguiu para o Instituto Clarkebury, na mesma província, onde teve contato com a cultura ocidental pela primeira vez.
Ele então ingressou na faculdade de Direito da Universidade de Fort Hare, no município de Alice. Logo no primeiro ano de curso, Mandela se envolveu com o movimento estudantil e com o boicote às políticas universitárias. Tal atitude resultou em sua expulsão da instituição no segundo ano, mas ali ele iniciou sua militância.
A partir de então mudou-se para Johannesburgo e envolveu-se na oposição ao regime do apartheid. Ele começou a fazer parte do partido negro CNA (Congresso Nacional Africano, fundado em 1912) em 1942 e, em 1944, criou a Liga Juvenil do partido, com o manifesto "um homem, um voto".
Depois de deixar a presidência, Mandela passou a dedicar suas forças ao combate à Aids na África do Sul, levantando milhões de dólares para enfrentar a epidemia da doença. Seu único filho morreu vítima de Aids em 2005.
A comemoração de seu aniversário de 90 anos foi um ato público com shows, que ocorreu em Londres, em julho de 2008, e contou com a presença de artistas e celebridades engajadas nessas lutas.
Em 2009, com aparência frágil, o ex-presidente sul-africano compareceu a um comício eleitoral do CNA para ajudar a eleger Jacob Zuma, atual presidente do país. Nelson Mandela será sepultado dentro de dez dias em sua aldeia natal com honras de chefe de estado.
Published in Atualidade

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